luminotécnica – a luz nos negócios | Brilia

Segundo o ditado popular, a primeira impressão é a que sempre fica! Por isso, fazer uma iluminação planejada para pontos comerciais é o pulo do gato para aumentar o faturamento

Um bom projeto de iluminação em lojas e showrooms é um fator de atração para os consumidores e, consequentemente, contribui para o aumento das vendas. Quem afirma isso é a publicitária Heloísa Omine, especialista em Visual Merchandising pelo Fashion Institute of Technology da Universidade de Nova York. “O primeiro objetivo da iluminação é fazer com que o consumidor entre na loja, chamando sua atenção; na sequência é fazer com que os consumidores enxerguem produtos e marcas, impulsionando-os a direcionar-se a eles, ou seja, o aumento de vendas existe porque eu vi, gostei e quis comprar”, afirma a especialista. Para ela, os pontos de venda – de qualquer segmento – podem ser mais convidativos e estimulantes “usando iluminação, cor e textura. São elementos que contribuem para o bom atendimento”.

Assim como em nossas casas, a iluminação também é responsável pela sensação de conforto e bem-estar do cliente. “Quanto mais o consumidor se sentir à vontade no espaço é maior a probabilidade de que fique mais tempo na loja e se interesse em encontrar novidades”, ensina o lighting designer Guinter Parschalk, responsável pelos projetos de luminotécnica da Brooksfield e da Cleusa Presentes, entre outras. Com soluções diferenciadas, a iluminação pode destacar o formato do produto, sem ofuscar ou descolorir as peças em exposição. Além disso, a luz valoriza o projeto arquitetônico e pode cri – ar atmosferas diferenciadas, dependendo das necessidades de iluminação do ponto de venda. Com a iluminação certa, as lojas envolvem e convidam o cliente a conhecê-las, enquanto algumas aparentam ser frias ou quente demais. “Esses extremos acabam por afastar o desejo de permanecer no interior de certas lojas”, destaca Heloísa Omine. “A iluminação faz parte das estratégias sensoriais, principalmente no varejo. Quando a luz é bem planejada, aumenta o tempo de permanência do consumidor na loja, gerando maior possibilidade de efetivação de compra por causa do ambiente agradável e aconchegante para o consumo”, ensina a expert em visual merchandising.

A iluminação ideal: Os especialistas recomendam os seguintes cuidados para que a iluminação seja funcional:

Prioridade básica. É importante estabelecer as áreas que deverão ter maior quantidade de luz, levando em consideração a tonalidade das cores que a dobradinha luminária X lâmpada deverá reproduzir sobre os objetos em exposição.

Emissão de calor. Na hora de selecionar as lâmpadas, as mais adequadas são as de LED. Ao contrário das lâmpadas halógenas, essa nova tecnologia não aumenta a temperatura do ambiente.

Jogo de luz. Harmonizar a iluminação direta e indireta com o uso de sancas de gesso é uma boa solução. As sancas iluminam de forma indireta e podem ser complementadas com lâmpadas embutidas, spots ou luminárias de sobrepor, que podem estar direcionadas aos produtos em exposição.

Olho vivo. Para que os consumidores possam visualizar bem os preços e objetos expostos, o nível médio de iluminação é de 500 lx (iluminância, medida em lux, corresponde a incidência de luz em uma superfície).