Nas Curvas do OLED | Brilia

O irmão mais novo do LED chama-se OLED (Diodo Emissor de Luz Orgânico). Por suas características peculiares, o OLED promete revolucionar o design de iluminação. A principal delas é o fato de ser uma fonte luminosa plana
que pode ser produzida em versão maleável. Com essa flexibilidade de formas, o OLED serve como uma espécie de segunda camada sobre as mais diversas superfícies. Entre elas, o vidro, o papel de parede, tetos e janelas. A diferença entre o LED e o OLED é que este último permite que uma superfície inteira emita luz uniforme, em vez de apenas um ponto. Mas nem tudo está a favor do OLED. Ele tem uma vida útil pequena, sua intensidade luminosa é menor que a do seu irmão mais famoso e sua tecnologia ainda não está apta a emitir outras cores, além do branco. Para driblar o tempo de vida útil das telas OLED, que perdem o brilho em apenas 100 dias de exposição ao ar (por ser suscetível ao oxigênio e à umidade), surgiu o recurso iOLED. Com ele, são invertidas as camadas tradicionais de anodos e cátodos desses dispositivos. A técnica de inversão – inventada pela NHK, Corporação Nacional de Radiodifusão do Japão – exige um encapsulamento com precisão superior para que o OLED não tenha contato com as influências ambientais.

Por enquanto, o mercado conhece a nova tecnologia através dos monitores de TV de última geração, smartphones e tablets, mas o OLED vai muito além. A General Electric, por exemplo, associou o OLED a sensores de pele (sem fio) para verifi car sinais vitais e monitorar a saúde. Esses sensores – inventados pelo cientista-chefe da GE Global Research, Anil Duggal, ao lado de seus colegas, Jeff Ashe e Azar Alizadeh – são os mais avançados do mundo na área de medicina. Finos, sem fio e aderentes à pele como band-aids, eles analisam remotamente o suor, verificam os sinais vitais, rastreiam a frequência cardíaca, a pressão arterial e os níveis de saturação do sangue. Além disso, estão sendo testados para medir os níveis de hidratação durante exercícios intensos e até medir o estresse. Esses sensores
médicos tornaram-se possíveis graças ao OLED, servindo como detector de sinais por meio de sua eletricidade que flui através de polímeros orgânicos, no formato de folhas flexíveis. Aplicados diretamente sobre a pele,
os sensores podem monitorar o paciente enquanto ele faz qualquer tipo de atividade em casa ou no trabalho. Lado a lado com o seu uso nobre a favor da evolução da medicina, os OLEDs tornaram- se um recurso visual para a cenografi a de ambientes, iluminando ambientes inteiros, do piso ao teto. Nesse sentido, a Seul Tower, na
capital da Coreia do Sul, tira partido da nova tecnologia entre uma de suas atrações: seu túnel explora a sinuosidade do OLED para gerar múltiplas experiências aos visitantes. Por sua característica curvilínea, o OLED caiu nas
graças de dois proeminentes designers contemporâneos: o americano John Procario e o francês Thierry Gaugain. Parece ser o começo de uma nova era na iluminação.